f
e
s
t
i
v
a
l
fotografia, performance, magia, bruxaria, ancestralidade, sonoridade, artista Residências Contra|o|Tempo
Os meus Totens
8 Nov a 21 de Dez
Casa das Artes Bissaya Barreto
instalação, errância, sonoridade, artista Residências Contra|o|Tempo
Re-inscrever-se pelo chão
8 de Novembro a 21 de Dezembro
Casa das Artes Bissaya Barreto
experiência, comunidade, ecofeminismo, coreografia social, relações inter-espécies, performance
Mistura | Oficina imersiva e travessia performática
6 a 10 Nov 2024
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
dança, coletivo, loucura, resistência, político, afeto
Também se matam cavalos
29 Nov 2024
Convento São Francisco - Sala D. Afonso Henriques (Antiga Igreja)
performance, 2024
SOPRO CERA SOMBRA - uma leitura de predições veladas
21 Dez 2024
Casa das Artes Bissaya Barreto
e
d
i
ç
õ
e
s
anteriores
Edição 2025
5ª Edição - 6 a 30 de Novembro 2025
A Performatividade da Amizade
A Performatividade da Amizade
Este ano voltamos em Novembro, revertendo o ciclo bienal a que habituámos o nosso público. Alternamos os anos pares pelos ímpares, sempre ligadas ao mundo e a discussões possíveis através das artes. A quinta edição do festival e laboratório internacional Linha de Fuga tem lugar entre 6 e 30 de novembro de 2025 em vários espaços e teatros em Coimbra e é dedicada à “Performatividade da Amizade".
Propomos olhar para a amizade como um ato de resistência e cuidado, uma prática que se faz de corpo presente e em continuidade. E falamos de performatividade da amizade porque acreditamos, tal como defende a filósofa catalã Marina Garcés, que ela acontece no fazer, no estar juntos, no ser vulnerável e na permissão da exposição ao outro e ao improviso. A amizade lida com incertezas, fragilidades e risco mas também resgata a ideia de comunidade, não é uma moeda de troca, mas – parafraseando Bell Hooks - uma prática radical de cuidado, em conjunto, com o outro e a sua diferença, em trocas de fluídos e ideias sem hierarquias. A amizade é performativa porque se faz e se refaz cada dia, com cada escolha, com a consciência do cuidado e respeito necessário para tal.
Parece-nos importante resgatar este conceito num momento em que políticos pelo mundo inteiro abusam desta palavra para permitir guerras, ocupações e genocídios. E por isso propomos trazê-la com a consciência de que é necessário fazer algo para resistir às tendências macro-políticas que definem e usurpam ideias bonitas e nos roubam a possibilidade de imaginar um mundo melhor.
Linha de Fuga é um festival de dança contemporânea mas é também um espaço de reflexão crítico da sociedade, lutamos para construir espaços de comunidades, relações com o território em que nos encontramos, entre públicos, artistas e parceiros. Muitos dos espetáculos programados também consideram necessária a amizade para a construção de espaços de resistência. Los 3 Cerditos (ESP) propõem uma peça que vislumbra a importância da amizade num mundo cada vez mais controlado, Adriana Reyes (ESP) faz-nos experimentar a relação interespécies desde uma perspetiva não hierárquica e de amizade, Antonio Tagliarini (ITA) expõe a falha porque sabe que está entre amigos, Sónia Baptista (PT) enfrenta o mundo patriarcal numa versão drag king possível pelo respaldo da sua comunidade de amizades feministas, Margarida Cabral (PT) costura o tempo com o amigo Francisco Correia, e mesmo aqueles espetáculos que são solitários propõem pensar a importância do cuidado e da amizade, Joana Levi (BR/PT) expõe a riqueza das migrações e Jan Fedinger (DE/PT) leva-nos à imaginação de paisagens de riquezas não neoliberais. A exposição de Marina Guzzo (BR) com as fotos de Carlota Lagido (PT) traz-nos a amizade construída por uma comunidade efémera em 2024, assim como a curadoria local de Marinah Raposo que propõe a amizade através de criações locais site-specific para pensar a ecologia da cidade.
É possível acompanhar esta edição através de 4 caminhos que se cruzam entre si: o festival que traz espetáculos de dança e performance e exposições, o laboratório que acolhe uma comunidade efémera de onze artistas em residência de criação, um programa de discursos críticos com conversas sobre a amizade e laboratórios de reflexão e as oficinas, que são também pontos de partida para criar comunidade entre artistas e públicos.
Também nós insistimos em performar a amizade, nas relações que vamos estreitando com os nossos parceiros, artistas e território, expondo as nossas fragilidades aos imprevistos mas, acima de tudo, imaginando um mundo melhor na tecelagem destas relações. Esperamos que tenham um bom festival e que se juntem a nós, performando a amizade, pelo que desafiamos a que venham com as vossas amizades também!
Catarina Saraiva
curadoria Linha de Fuga
É possível acompanhar esta edição através de 4 caminhos que se cruzam entre si: o festival que traz espetáculos de dança e performance e exposições, o laboratório que acolhe uma comunidade efémera de onze artistas em residência de criação, um programa de discursos críticos com conversas sobre a amizade e laboratórios de reflexão e as oficinas, que são também pontos de partida para criar comunidade entre artistas e públicos.
Também nós insistimos em performar a amizade, nas relações que vamos estreitando com os nossos parceiros, artistas e território, expondo as nossas fragilidades aos imprevistos mas, acima de tudo, imaginando um mundo melhor na tecelagem destas relações. Esperamos que tenham um bom festival e que se juntem a nós, performando a amizade, pelo que desafiamos a que venham com as vossas amizades também!
Catarina Saraiva
curadoria Linha de Fuga
2025, exposição fotografia em espaço público, festival
Exposição Mistura#8
Marina Guzzo
Carlota Lagido
13 de Set a 11 Mar 2026
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
performance, 2025, festival
Coreografias Selváticas
Adriana Reyes
29 Nov 2025
Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
publicação, performance, 2025, festival
Lançamento Coreia#13 + Santa de substrato autónomo
João dos Santos Martins
Inés Sybille Vooduness
26 Nov 2025
Casa da Cidadania da Língua
performance, migrações, ecologia, política, 2025, festival
Rasante
Joana Levi
22 Nov 2025
Convento São Francisco
dança, 2025, festival
La Foresta Trabocca
Antonio Tagliarini
13 Nov 2025
Convento São Francisco - Sala D. Afonso Henriques
performance, som, luz, 2025, festival
land[e]scapes 4. redistribution of wealth by nature [working title]
Jan Fedinger
11 Nov 2025
Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV)
dança, performance, criação local, 2025, festival
Amizades, Um Mundo Extra Muros
Adrián Montenegro
Jorge Cabrera
Malu Patury
Marinah Raposo
9 e 29 Nov 2025
Convento São Francisco, Baixa de Coimbra
práticas artísticas, arquivo, escrita, 2025
LAWN - Live Art Writers Network x Linha de Fuga 2025
performingborders
6 a 30 de Nov 2025
Vários locais
conversa, 2025, discurso crítico, encontro
Encontro Anual Periferias Centrais | A censura nas artes e na sociedade
Periferias Centrais
7 Nov 2025
Casa da Cidadania da Língua
Oficina de escrita reflexiva, 2025
Construindo respostas críticas: sessão colaborativa para escritores e artistas
performingborders
9 de Nov 2025
Casa da Cidadania da Língua
laboratório de experimentação e ingestão de plantas, 2025
Algo que não sabemos que sabemos mas sabemos. Da selva ao mato
Adriana Reyes
Marcos Moraes
15, 22*, 27 Nov 2025
Estufa Tropical do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
workshop de dança, 2025
Um olhar sobre o ato criativo, entre o rigor e a liberdade
Antonio Tagliarini
17 e 18 de Nov 2025
Convento São Francisco
musica, práticas artísticas, arquivo, 2025, discursos críticos, encontro
Escuta do disco O HOMEM QUE GUARDAVA AS ÁGUAS
Susana Guardado
21 Nov 2025
Ponto de Encontro do festival
oficina de práticas de arquivo, 2025
O corpo, a escrita e o arquivo: laboratório colaborativo
performingborders
28 Nov 2025
Casa da Cidadania da Língua
Edição 2024
Falemos de Medos
para os Purgar
para os Purgar
Ao longo do mês de novembro, Linha de Fuga propõe uma programação de espetáculos, performances, conversas e workshops que propõe “Enfrentar medos” como forma de chegar a uma sociedade mais harmoniosa e justa. Depois de uma pandemia que nos fechou em casa, com um medo real da morte, a sociedade enfrenta a sua ressaca, numa constante suspensão de futuro e numa crise de ansiedade global, com medos reais: a precariedade social e económica, as crises climáticas, as guerras, o fascismo...
Como defende o filósofo Žižek, os medos incutidos na sociedade pelos poderes que a pretendem controlar podem ser enfrentados quando tomamos consciência deles e nos unimos coletivamente, formando resistência. A programação desta edição é inspirada pela resiliência da comunidade artística, num mundo cada vez mais que se encontra cada vez mais desconectado de tudo. Através das perspetivas de artistas nacionais e estrangeiros, alguns em criação em Coimbra, convidamos à reflexão e ao confronto destes receios, através de obras que revelam fragilidades individuais e sociais, mas também esperanças e o potencial humano de, em coletivo, resistir e confrontar esses medos.
Raquel André (PT) põe-nos a pensar de onde vimos e o que significa o nosso lugar de pertença, confrontando-nos com as limitações mercantilistas da nossa família de ADN, Marina Guzzo (BR) propõe uma experiência que explora possíveis relações coreográficas entre pessoas e plantas, para imaginar coletivamente um futuro baseado em valores ecofeministas. Malicho Vaca (CL) leva-nos por uma viagem sensível sobre a sua história pessoal, estabelecendo um paralelismo entre a perda de memória individual (de sua avó) e a perda de memória coletiva de um povo. Paloma Calle (ES), de uma forma cómica e Inês Campos (PT), de uma forma poética, enfrentam os seus medos pessoais e expõem diante de desconhecidos respetivamente a violência incutida pela sociedade sobre todos os desvios sociais e sexuais, sobre a fragilidade da saúde mental e a ansiedade a que o sistema produtivo nos induz e Francisco Thiago Cavalcanti (BR/PT) fecha o festival demonstrando como resistir para escapar em coletivo a um mundo que nos quer dentro de limites sem imaginação. Duas artistas da dança propõem instalações dentro do projeto “O que Pisamos” da Apneia Colectiva, Elizabete Francisca (PT) expõe um trabalho fotográfico sobre as ancestralidades e Julia Salem (BR/PT) apresenta uma instalação sonora que pretende levar-nos a pensar os percursos e caminhos que fazemos; três artistas locais apresentam novas criações, num percurso de pequenas obras site-specific de Malu Patury com Thales Luz, Jorgette Dumby e Keissy Carvelli que nos expõem ainda outras visões sobre o tema desta edição.
O festival acolhe também um programa de conversas sobre o tema Do que temos Medo? numa curadoria do Observatório de masculinidades do CES/UC e de Catarina Silva com distintos convidados e áreas de conhecimento.
Em paralelo ao festival, decorre o laboratório internacional de criação artística. Treze artistas de distintas origens e países estarão em residência em Coimbra durante 3 semanas para trabalhar, provocar, pensar e desenvolver as suas práticas artísticas, trazendo consigo projetos individuais que pretendem criar um diálogo com a cidade e seus públicos sobre como eles enfrentam os medos individuais e sociais.
Estamos felizes em conseguir apresentar mais uma edição de um festival que só existe graças a todas as parcerias que reunimos e ao desejo de gerar encontros entre artistas, espetadores e organizações. Esperamos que juntos consigamos enfrentar e ultrapassar todos os nossos medos e pensar nos bons exemplos de resistência coletiva, num ano em que comemoramos os 50 anos da Democracia em Portugal.
fotografia, performance, magia, bruxaria, ancestralidade, sonoridade, artista Residências Contra|o|Tempo
Os meus Totens
8 Nov a 21 de Dez
Casa das Artes Bissaya Barreto
instalação, errância, sonoridade, artista Residências Contra|o|Tempo
Re-inscrever-se pelo chão
8 de Novembro a 21 de Dezembro
Casa das Artes Bissaya Barreto
experiência, comunidade, ecofeminismo, coreografia social, relações inter-espécies, performance
Mistura | Oficina imersiva e travessia performática
6 a 10 Nov 2024
Jardim Botânico da Universidade de Coimbra
dança, coletivo, loucura, resistência, político, afeto
Também se matam cavalos
29 Nov 2024
Convento São Francisco - Sala D. Afonso Henriques (Antiga Igreja)
performance, 2024
SOPRO CERA SOMBRA - uma leitura de predições veladas
21 Dez 2024
Casa das Artes Bissaya Barreto
Edição 2022
Na terceira edição de Linha de Fuga, voltamos a gerar uma dinâmica de espaço de encontro entre artistas de distintas origens. Seguindo a mesma dinâmica de pensar as artes do corpo como produtoras de conhecimento, depois de uma edição dedicada a pensar o significado da Democracia e as artes como o terreno onde se podem gerar encontros entre cidadãos. Num momento de instabilidades extremas como a que vivemos, torna-se lógico fazer evoluir esta próxima edição para uma discussão sobre as éticas do cuidado.
Após um ano em que a palavra mais ouvida foi Covid-19 e pandemia, numa altura em que diversas guerras preocupam o mundo na eminência de um colapso ecológico irreversível, além da estafa dos tempos rápidos exigidos pela necessidade de produzirmos para sermos visíveis, ao querer colocar em discussão este tema, pretendemos chamar a atenção para as situações de vulnerabilidade que existem no mundo e nas desigualdades que podem provocar no que concerne às relações intersociais.
Pensar que, tal como diz o filósofo João Maria André “A vulnerabilidade afeta o ser humano como um todo, tanto na sua dimensão física e corpórea como na sua dimensão psíquica e espiritual. Na dor e nas paixões não há o corpo de um lado e o espírito do outro, mas corpo e espírito são um só e é por isso que se ama também com o corpo e se sofre também com o pensamento, indiciando a existência em nós de uma razão pática, mais do que uma razão pura, em que pensamento e afetividade se intersecionam no corpo que somos e com o qual nos dizemos nas vicissitudes da nossa identidade”.
Queremos, assim, discutir o cuidado de uma forma plural e holística, colocando a atenção nas interdependências existentes entre todos e promovendo, assim, a curiosidade pelas práticas que nos permitam nos relacionar com lógicas de existências distintas.
A programação desta edição é pensada com esse mesmo senso de cuidado, colocando em evidência a necessidade de reconhecer, cultivar e sustentar um espaço de convivência onde diferentes mundos (vegetal, animal, onírico, espiritual, humano, etc) se possam manifestar nos seus próprios termos, sem se prejudicarem.
A seleção dos artistas e suas obras foi pensada de acordo com a sua capacidade de fornecer discursos críticos e de trazer distintas perspetivas sobre o tema à cidade.
A programação desta edição é pensada com esse mesmo senso de cuidado, colocando em evidência a necessidade de reconhecer, cultivar e sustentar um espaço de convivência onde diferentes mundos (vegetal, animal, onírico, espiritual, humano, etc) se possam manifestar nos seus próprios termos, sem se prejudicarem.
A seleção dos artistas e suas obras foi pensada de acordo com a sua capacidade de fornecer discursos críticos e de trazer distintas perspetivas sobre o tema à cidade.
Toda esta dinâmica se desenvolve entre 16 de Setembro e 9 de Outubro de 2022 com uma programação de duas peças por semana em distintos locais e espaços da cidade, para além de várias atividades críticas em sua relação. Começamos o festival com aquilo que parece ser atualmente uma condição comum entre todos, o cansaço.
Vicente Arlandis propõe uma sátira sobre este tema, enquanto nos obriga a ver como se deleita com uma massagem a que só ele tem direito; Cristian Duarte traz-nos a necessidade do Outro, mas também a nossa falta de confiança no Outro, baseando-se no mito de Orfeu; Dinis Machado acorda-nos para outros corpos, outras sexualidades, outras possibilidades de pensarmos o (não) binarismo, numa alusão clara ao escândalo da sexualidade de Nijinski em palco; Chrysa Parkinson brinda-nos com a sua escuta colocando em evidência a linguagem como meio de atravessar confrontações; Marta Blanco retribui-nos com amor e posturas políticas a sua visão da primeira edição de Linha de Fuga; Carlota Lagido propõe um jantar feminista em Alfafar, provocando a audiência ao contato com distintas mulheres, presentes e ausentes na história e na vida; Gustavo Ciríaco e Andrea Sonnberger transportam-nos com cuidado por um passeio coletivo pela cidade, permitindo-nos ver e ouvir o que nunca tivemos cuidado de olhar; e terminamos o festival com duas odes à dança, David Marques que nos convida a entrar na sua intimidade e no prazer de dançar e Frédéric Gies que nos convida a acompanhá-lo numa jornada contagiante onde a festa, o ecstasy e a memória nos desafiam a nos perder, ou se encontrar, no coletivo.
Possíveis formas de pensar o cuidado, com cuidado.
Ao lado desta programação, várias outras atividades estarão disponíveis: conversas, seminários, apresentações de processos, workshops, participação em processos e investigações artísticas. Tudo para ser olhado com a atenção e o cuidado que todos precisamos.
Ao lado desta programação, várias outras atividades estarão disponíveis: conversas, seminários, apresentações de processos, workshops, participação em processos e investigações artísticas. Tudo para ser olhado com a atenção e o cuidado que todos precisamos.
Catarina Saraiva e Thiago Granato
Curadoria edição 2022
Curadoria edição 2022
Documentário
Linha de Fuga – ensaio fílmico
24 Set 2022
Auditório do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ)
Palestra Performativa
Dis/orienting Front
24 Set 2022
Auditório do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ)
escrita, crítica de arte
Crítica de Fuga Júnior
12 Set a 16 Out 2022
Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ)
Edição 2020
O Linha de Fuga 2020 realizar-se-á entre 12 de Setembro e 4 de Outubro em diversos locais de Coimbra, através oficinas e processos participativos de intercâmbio de práticas artísticas, espetáculos, conversas, apresentações de processos, sessões de crítica - concebido como um campo de experimentação, aprendizagem e partilha de conhecimento coletivo.
Reúne 32 artistas nacionais e estrangeiros, 19 dos quais seleccionados por convocatória internacional com um trabalho em processo ou com uma proposta de ação que oferecem aos habitantes da cidade. Entre estes, dois têm como função documentar todo o laboratório a partir de uma perspectiva subjetiva e crítica, devolvendo à sociedade a sua visão sobre o encontro e as práticas de transmissão de conhecimento aí desenvolvidas. 13 artistas foram convidados para facilitar oficinas e apresentar espetáculos, alguns desenvolvidos em conjunto com os artistas seleccionados e com a população local, resultando na programação do festival.
Pensado como uma Zona Autónoma Temporária, de acordo com as ideias de Hakim Bey, LINHA DE FUGA terá espaços/momentos de trabalho coletivo onde os participantes podem confrontar e trabalhar os seus projetos artísticos em relação com as práticas dos artistas convidados; e períodos de trabalho individual, aos quais caberá a cada participante definir a forma mais correta de ocupar o tempo: em colaboração com outros participantes, em feedbacks individuais com os artistas convidados, em desenvolvimento da sua pesquisa individual.
Nesta edição queremos repensar o conceito de democracia, tendo em conta as tendências políticas atuais no mundo e, muito especialmente depois do Covid-19, onde a democracia entrou em suspensão em muitos países.
A seleção dos artistas e suas obras foi pensada de acordo com a sua capacidade de fornecer discursos críticos e de trazer distintas perspetivas sobre o tema à cidade.
Nesta edição queremos repensar o conceito de democracia, tendo em conta as tendências políticas atuais no mundo e, muito especialmente depois do Covid-19, onde a democracia entrou em suspensão em muitos países.
A seleção dos artistas e suas obras foi pensada de acordo com a sua capacidade de fornecer discursos críticos e de trazer distintas perspetivas sobre o tema à cidade.
Uma sociedade democrática é uma sociedade que deve considerar a diferença e que não normatiza a vida social por uma maioria definida, como tal, deve respeitar o anónimo, o excluído, a minoria sem nome. Tal como diz o filósofo português José Gil, “o medo impede certas forças de se exprimirem, inibe, retira e separa o indivíduo do seu território, retrai o espaço do corpo, estilhaça coesões de grupo – tudo isto com efeitos mediatos e imediatos nos processos de produção económica, social, artística, de pensamento.” Nos territórios ‘classificados’ como periféricos esta situação é mais evidente quando a construção da imagem de si é de extrema importância para o indivíduo e, portanto, onde a pressão social de caber numa maioria hegemónica faz esquecer a importância de pensar o espaço comum, o que deve pertencer a todos.
Propomos, assim, pensar a importância do anonimato, a desistência do ego, do centralismo, do protagonismo; propomos pensar a importância do espaço público para a construção do pró-comum: o espaço da democracia. O que fazemos, enquanto cidadãos para diminuir as desigualdades existentes na sociedade? O que podem os artistas fazer? Estas são as perguntas que desafiamos a que sejam respondidas durante todo o laboratório e festival.
Democracia pode ser um conceito gasto pelos vícios sociais, económicos e culturais do mundo em que vivemos, temos consciência de que é necessário repensar a sociedade e a forma como todos vivemos e cuidamos uns dos outros mas a Democracia é também o alicerce de toda a nossa liberdade e de toda a nossa possibilidade de crescer como indivíduos.
Aos artistas participantes lançamos o primeiro desafio que pedimos que respondessem sem medo e sem filtros. O que é a democracia?
Sendo totalmente da sua responsabilidade, cada resposta está livre de censura e é a expressão da liberdade de cada um.
Propomos, assim, pensar a importância do anonimato, a desistência do ego, do centralismo, do protagonismo; propomos pensar a importância do espaço público para a construção do pró-comum: o espaço da democracia. O que fazemos, enquanto cidadãos para diminuir as desigualdades existentes na sociedade? O que podem os artistas fazer? Estas são as perguntas que desafiamos a que sejam respondidas durante todo o laboratório e festival.
Democracia pode ser um conceito gasto pelos vícios sociais, económicos e culturais do mundo em que vivemos, temos consciência de que é necessário repensar a sociedade e a forma como todos vivemos e cuidamos uns dos outros mas a Democracia é também o alicerce de toda a nossa liberdade e de toda a nossa possibilidade de crescer como indivíduos.
Aos artistas participantes lançamos o primeiro desafio que pedimos que respondessem sem medo e sem filtros. O que é a democracia?
Sendo totalmente da sua responsabilidade, cada resposta está livre de censura e é a expressão da liberdade de cada um.
Espetáculo, Performance, Teatro, Música, Espanha, Itália
Fiestas Invisibles
27 set 2020
Pátio do Centro de Artes Visuais (CAV)
Espetáculo, Estreia Absoluta, Teatro, Brasil, Portugal
Speed Date
2 e 3 out 2020
Oficina Municipal do Teatro
Edição 2018
Programa disponível aqui.