Laboratório Internacional
de Criação Artística sob o tema

candidaturas abertas

A Importância
do Anonimato
para a Construção
da Democracia

Convocatória
‍Linha de Fuga
2020

Laboratório
internacional de
criação artística

a importância do
anonimato

a importância do anonimato

para a construção
da democracia

para a construção da democracia

a importância do anonimato para a construção da democracia

© Estúdio Horácio Novais

antevisão 2020
12 set - 4 out
Linha de Fuga é a segunda edição de um laboratório e festival internacional que visa promover o encontro entre criadores, artistas e pensadores de diferentes países com o público e a cidade de Coimbra. Concebido como um campo de experimentação, aprendizagem e partilha de conhecimento coletivo, é adiado de Junho para Setembro, devido à pandemia Covid-19.
Realiza-se entre 12 de Setembro a 4 de outubro de 2020 em diversos locais de Coimbra, através oficinas e processos participativos de intercâmbio de práticas artísticas, espetáculos, conversas, apresentações de processos, sessões de crítica.
Linha de Fuga reúne 32 artistas nacionais e estrangeiros, 19 dos quais seleccionados por convocatória internacional com um trabalho em processo ou com uma proposta de ação que oferecem aos habitantes da cidade. Entre estes, dois têm como função documentar todo o laboratório a partir de uma perspectiva subjetiva e crítica, devolvendo à sociedade a sua visão sobre o encontro e as práticas de transmissão de conhecimento aí desenvolvidas. 13 artistas foram convidados para facilitar oficinas e apresentar espetáculos, alguns desenvolvidos em conjunto com os artistas seleccionados e com a população local, resultando na programação do festival.

Pensado como uma Zona Autónoma Temporária, de acordo com as ideias de Hakim Bey, LINHA DE FUGA terá espaços/momentos de trabalho coletivo onde os participantes podem confrontar e trabalhar os seus projetos artísticos em relação com as práticas dos artistas convidados; e períodos de trabalho individual, aos quais caberá a cada participante definir a forma mais correta de ocupar o tempo: em colaboração com outros participantes, em feedbacks individuais com os artistas convidados, em desenvolvimento da sua pesquisa individual.

Nesta edição queremos repensar o conceito de democracia, tendo em conta as tendências políticas atuais no mundo e, muito especialmente depois do Covid-19, onde a democracia entrou em suspensão em muitos países.

Uma sociedade democrática é uma sociedade que deve considerar a diferença e que não normatiza a vida social por uma maioria definida, como tal, deve respeitar o anónimo, o excluído, a minoria sem nome. Tal como diz o filósofo português José Gil, “o medo impede certas  forças de se exprimirem, inibe, retira e separa o indivíduo do seu território, retrai o espaço do corpo, estilhaça coesões de grupo – tudo isto com efeitos mediatos e imediatos nos processos de produção económica, social, artística, de pensamento.”
Nos territórios ‘classificados’ como periféricos esta situação é mais evidente quando a construção da imagem de si é de extrema importância para o indivíduo e, portanto, onde a pressão social de caber numa maioria hegemónica faz esquecer a importância de pensar o espaço comum, o que deve pertencer a todos.

Propomos, assim, pensar a importância do anonimato, a desistência do ego, do centralismo, do protagonismo; propomos pensar a importância do espaço público para a construção do pró-comum: o espaço da democracia. O que fazemos,  enquanto cidadãos para diminuir as desigualdades existentes na sociedade? O que podem os artistas fazer? Estas são as perguntas que desafiamos a que sejam respondidas durante todo o laboratório e festival.

Democracia pode ser um conceito gasto pelos vícios sociais, económicos e culturais do mundo em que vivemos, temos consciência de que é necessário repensar a sociedade e a forma como todos vivemos e cuidamos uns dos outros mas a Democracia é também o alicerce de toda a nossa liberdade e de toda a nossa possibilidade de crescer como indivíduos.

Aos artistas participantes lançamos o primeiro desafio que pedimos que respondessem sem medo e sem filtros.

O QUE É A DEMOCRACIA?

Sendo totalmente da sua responsabilidade, cada resposta está livre de censura e é a expressão da liberdade de cada um.

Condições
de Candidatura

limite - 8 Março 2020

Artistas convidados
Alain Michard
França
Alain Michard é coreógrafo e artista visual. É diretor da companhia LOUMA, com sede em Rennes. As suas criações alternam entre filmes, peças para o palco e peças para o espaço público. As suas últimas criações foram apresentadas no CDC – Atelier de Paris, em T2Gennevilliers, nas Cenas Nacionais de Brest, Cergy, Château-Gontier, no CCN de Nantes, em Charleroi-danse-Bruxelles, no SESC-Consolação em Sâo Paulo, no K.A.C. à Kyoto, nos Laboratoires d’Aubervilliers…
Colabora regularmente com escolas e universidades de dança e artes (Paris 8, Rennes 2, Universidade de Lille, ARBA Esa Bruxelas, PUC São Paulo, master ExerceMontpellier, UQAM Montreal, Mimar Istambul Sinan). Trabalhou nas Escolas de Arquitetura (Zokei-Kyoto, Todai-Tóquio, Versalhes, Roma Tre-Roma, Rennes) e na Escola de Paisagismo de Versalhes.
Criou as residências artísticas "A domicile" (Bretanha) e os encontros europeus "SYMPOSIUM-Rennes" para jovens criadores. Publicou vários trabalhos: «JTD-Ecole ouverte» (Biennale de Rennes/PHAKT), «Du flou dans la ville» (edições Eterotopia), «Journaux des Promenades blanches» (Lieux communs). Dirigiu vários filmes de ficção sobre o tema do encontro, incluindo "Clandestine" (longa-metragem) e "The boys". Neste momento, desenvolve um grande projeto de coleção de danças filmadas: "En danseuse", parte da qual é fetita com os coreógrafos portugueses Miguel Pereira, Vera Mantero e Teresa Silva.
+ info alain
Workshop de criação da performance Cidade Aberta/Città Aperta
Cidade Aberta é um projeto composto de dois tempos e duas partes.
Numa primeira etapa Alain dará um workshop para os artistas participantes de Linha de Fuga. Neste workshop, dedicado à relação sensorial e imaginária com a cidade, os materiais serão coletados, desenvolvidos e partilhados (mapas desenhados, sons, imagens, encontros, histórias, objetos ...) para a criação de uma peça para o espaço público, no qual os participantes serão simultaneamente espectadores, guias e atores.
Num segundo momento, apresenta-se a própria peça: um percurso num bairro de Coimbra escolhido pelos participantes e pela equipe de Linha de fuga. Cidade Aberta/Città Aperta será uma experiência artística e uma experiência de vida, ao mesmo tempo íntima e coletiva. Consistirá em várias sequências, que se seguirão ao longo do dia, terminando num momento de convívio de dança coletiva.
Alex Cassal & Má Criação
Brasil/Portugal
Alex Cassal (1967, Brasil) é encenador, dramaturgo e actor, a viver atualmente em Lisboa. Seus trabalhos exploram a relação com o outro e o desvendamento dos mecanismos cénicos na criação de espaços de encontro e desafio artístico. No Brasil, integra o grupo Foguetes Maravilha e em Portugal a estrutura Má-Criação.
Keli Freitas (1983, Brasil) é criadora, dramaturga e actriz. Graduada em Letras pela PUC – Rio de Janeiro e Mestranda em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa. “Osmarina Pernambuco não consegue esquecer”, sua criação mais recente, estreou-se no Teatro Nacional D. Maria II em Novembro de 2019.
Márcia Lança  (1982, Beja) é coreógrafa e performer. Criou Dentro do Coração, NOME, Por esse Mundo Fora, Evidências Suficientes para a Não Coerência do Mundo, entre outros. Trabalhou com João Fiadeiro, Cláudia Dias, Sónia Baptista, Alex Cassal, Carolina Campos, Miguel Castro Caldas, Olga Mesa, Nuno Lucas, Aniol Busquets, Thomas Forneau.
Renato Linhares (1983, Brasil) é diretor, coreógrafo, performer. Já trabalhou com criadores como Enrique Diaz, Mariana Lima, Cristina Moura, Jérome Bel, Fernando Renjifo, Julia Murat, Márcio Abreu, Cristian Duarte. Recentemente dirigiu os espectáculos Cérebro_Coração, Mão - Translação da Casa pela Paisagem e Mortos-Vivos: uma Ex-Conferência.
+ info alex+ info má criação
Workshop de criação do espetáculo Speed Date
Quatro criadores propõem aos participantes do Laboratório participar num processo criativo: a experiência performática Speed Date que será criada em conjunto com atores do Teatrão. Com um tempo de participação mais alargado que os restantes workshops, propõe-se pensar as práticas de criação a partir de uma dramaturgia e de um dispositivo cénico com uma ideia inicial: Nós não nos conhecemos. Ainda não sabemos o que temos em comum ou o que nos diferencia irreconciliavelmente. O que pode surgir deste encontro? Como prever o seu desenlace?
Speed Date propõe que cada participante imagine maneiras de atravessar o espaço que nos separa dos outros. Qualquer procedimento é válido: o que importa é dar-se a conhecer num intervalo de poucos instantes, estabelecer algum tipo de contacto com quem está diante de nós. Pensar em perguntas que podem iniciar uma conversa.  Perguntas como portas para lugares que ainda não conhecemos. Quais são as ferramentas possíveis para produzir intimidade?
Paloma Calle & Massimiliano Casu
espanha & itália
A vida de Paloma desenvolve-se num território móvel entre a investigação e a criação em artes performativas, ativismo, educação não formal e dona de casa. A sua prática artística, performativa e cénica propõe um pensamento desde o fazer e desde o corpo. Procura legitimar o conhecimento ou a aprendizagem longe de investigações mais tradicionais ou académicas. Utiliza a estranheza e o humor, assim como a autobiografia e as perguntas como ferramentas de trabalho.
+ info paloma

Massimiliano investiga e experimenta outras maneiras de produzir socialmente o espaço urbano através da criação coletiva, usando prioritariamente a música e o som como ferramentas fundamentais. Desenvolve projetos de criação e ação comunitária como artista, curador, investigador e professor para tentar mudar o mundo num passo de dança.
+ info massimiliano
Workshop de mediação da performance Fiesta Invisible
Paloma Calle e Massi Casu desenvolverão o projeto/performance Fiesta Invisible, um projeto performativo de natureza lúdico-festivo, que se desenrola na rua propondo um exercício direto do direito de aparecer por vozes geralmente mais invisíveis e excluídas do uso do espaço público, através da música e da dança. Baseia-se num dispositivo performativo inspirado no famoso Speakers’ Corner da capital britânica, mas também nas discotecas móveis que passam pelas festas de bairros e vilas.
Em Coimbra, trabalharão com a comunidade sénior, para que aprendam a pontuar os seus desejos. Os participantes do Laboratório serão convidados a participar como mediadores do processo criativo, como pontes entre criadores e intérpretes, seguindo um processo de criação participativa realizada com uma comunidade específica da cidade.

Fiestas Invisibles é o primeiro projeto nascido do encontro entre Paloma Calle e Massimiliano Casu, a partir do programa Una Ciudad, Muchos Mundos (Matadero Madrid, Intermediae, 2018).
Panaibra Gabriel Canda
Moçambique
Panaibra Gabriel Canda nasceu em Maputo, Moçambique. É um dos coreógrafos mais influentes em África que reflete os levantes pós-coloniais do país de maneira tão ambígua como nenhuma outra. Estudou teatro, dança e música em Moçambique e Portugal. Desde 1993, desenvolve os seus próprios projetos artísticos. O seu trabalho foi apresentado em todo o mundo e ganhou vários prémios. Em 1998, fundou a CulturArte - Cultura e Arte em Movimento, talvez o primeiro e único espaço de produção de dança contemporânea em Moçambique. A dedicação de Panaibra como diretor artístico e coreógrafo foca-se em apoiar e desenvolver a cena da dança local e regional, incluindo criações, performances e programas de formação. Também desenvolve colaborações com artistas do sul da África e da Europa, além de colaborar com artistas de outras disciplinas.
+ info panaibra
Workshop de composição/interpretação > A Identidade dos Corpos
O desafio lançado a Panaibra é trazer a sua identidade africana para o solo europeu. O que isso significa? Como pode um corpo africano colonizar um corpo europeu? Existe um corpo europeu e um africano? O que democraticamente é possível assumir na identidade de um corpo? Por meio de exercícios coreográficos e conceituais, Panaibra propõe que os participantes deixem as suas referências e encontrem referências de outros hemisférios e outras possibilidades de pensar o corpo no espaço e em relação à sua história.
Tânia Carvalho
Portugal
Dos domínios da coreografia, Tânia Carvalho transporta-se frequentes vezes para a composição musical. Tânia Carvalho propõe-se como uma artista cuja vontade de expressão não se esgota numa só linguagem. As suas criações vagueiam pelas sombras, pela vivificação da pintura, pelo expressionismo e pela memória do cinema.
+ info tânia

Luís Guerra (Lisboa, 1985) é formado em dança pelo Conservatório Nacional e coreografia pela Fundação Gulbenkian. Interpreta regularmente obras de diversos autores sendo frequente a sua participação em peças de Tânia Carvalho com quem trabalha desde 2005. Paralelamente dedica-se ao desenho.
Workshop de composição/interpretação > Os Limites Ilimitados da Intuição
Com uma linguagem coreográfica muito própria que veio desenvolvendo ao longo de quase duas décadas, Tânia Carvalho não esgota a sua vontade de expressão artística somente na dança. O seu mundo torna-se cada vez mais multidisciplinar; cultor de uma depurada lentidão, gerador de universos obscuros e, por tudo isso, fascinante. O desafio lançado a Tânia é a de assumir a intuição como facilitadora do surgimento do ser social, que pode fazer parte de um coletivo mas também é um ser individual. Tânia trará a sua técnica e os desafios associados ao significado de consciência corporal, propondo um encontro entre os seus desejos e os desejos do grupo de participantes, sem esquecer as distintas formas de expressão artística que utiliza, para além da dança.Será assistida neste workshop por Luís Guerra.
Vera Mantero
Portugal
Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental.
Em 1999, a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho até à data, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o coração , criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
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Workshop de composição/interpretação > O Corpo Pensante
A relaxação, o uso da voz, a escrita, a respiração e a associação livre são alguns dos meios a serem usados neste workshop por forma a chegarmos aos movimentos, acções, estruturas e desejos de composição que se encontram neste momento em nós. Exploraremos alguns deles separadamente de forma a incorporá-los mais tarde em processos de improvisação mais longos ou complexos, ou mesmo em processos de composição. Serão também importantes os estados particulares de consciência, a atenção a sinais exteriores e interiores (awareness), o uso do espaço e a exploração de objectos e materiais. Ironia e mãos vazias levar-nos-ão mais longe ainda.
Jonathan Uliel Saldanha
Portugal
Construtor sonoro e cénico, actua na intersecção entre som, gesto, voz, palco e filme. operando elementos de pré-linguagem, dub, cristalização, percussão, allopoiesis, animismo e eco.
Entre 2016/18 apresentou as suas instalações e exposições em Brest, Paris, Porto, Lisboa, Coimbra; criou peças cénicas que foram apresentadas em festivais no Porto, Lisboa e Faro.
Fundador da plataforma de arte SOOPA. Co-fundador da editora discográfica SILORUMOR. Dirigiu várias peças musicais e para voz. Co-organizou o programa SONORES para a CEC Guimarães 2012.Dirige o ensemble HHY & The Macumbas e é co-fundador da banda Fujako. Tocou com diferentes formações ou a solo nos festivais Sónar, Primavera Sound, Amplifest, Milhões de Festa, Neopop, Elevate, Nyege Nyege. A sua música está editada na Ångström, Tzadik, Rotorelief, SiloRumor, iDEAL e Wordsound.
Tem o filme/ensaio MUNDO DE CRISTAL editado pelo Museu de Serralves.
+ info jonathan
Master Class
metodologia
1) O laboratório tem a duração de 3 semanas entre 30 de Maio a 21 de junho.

2) Em paralelo ao Laboratório, o festival Linha de Fuga apresenta espetáculos entre o período de 5 e 26 de Junho. Durante esta última semana, existem também workshops aos quais os participantes do laboratório poderão assistir gratuitamente, caso queiram estender o período da sua estadia em Coimbra.

3) O laboratório é composto por 5 workshops dirigidos por distintos artistas que assumem o papel de tutores/facilitadores/provocadores e que são convidados a partilhar com os participantes distintas maneiras de pensar e praticar dramaturgica e fisicamente distintos projectos. A intenção de cada workshop especificamente e do laboratório na sua generalidade é a de provocar a cada participante a possibilidade de descentralizar-se das suas referências para ser trespassado por práticas de criação que podem estar perto ou longe de como cada um pensa a sua própria criação mas, acima de tudo, desmembrar a possibilidade de assumir uma única linha de criação. Acrescentamos nesta edição a necessidade de olhar a arte como produtora de chamadas de atenção sociais, de forma de suplantar e arriscar a nossa capacidade de estar em sociedade e de permitir falar de assuntos que devem fazer parte da consciência da sociedade: a democracia e o que nós, enquanto cidadãos, fazemos para que ela persista a favor de todos, sem (in)diferença.

4) Ao longo do laboratório existem vários formatos de workshops: de intercâmbio de práticas ou de criação - realizados em simultâneo e pelos quais o grupo de 18 participantes se reparte, segundo as suas prioridades.

5) Os seminários ocupam uma parte do dia, na outra parte do dia os participantes terão à sua disposição espaços de trabalho para que possam desenvolver os seus projectos ou para desenvolver colaborações a ser partilhados entre todos os participantes.

6) Haverá alguns momentos em que se propõe aos participantes a apresentação dos seus processos, em formato performativo, em percursos por distintos espaços não convencionais espalhados pela cidade, permitindo experimentar aspectos específicos das suas criações diante de um público e dos seus pares, de forma a ter um feedback sobre as suas propostas.

7) Ao longo do seminário, alunos de doutoramento do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, acompanharão todo o laboratório, as apresentações de processos e as próprias obras programadas para promover um diálogo entre todos os participantes, os artistas convidados e os espectadores de todos os momentos públicos do laboratório e festival.

8) Este é um laboratório de criação que se assume como uma instância de formação baseada na troca de práticas entre artistas, de encontros e de experimentação. No período em que decorre, os participantes terão a possibilidade de interagir em momentos coletivos sobre os seus processos e ideias e dos seus pares.
perfil participantes
criadores
- Criadores de artes performativas, artistas visuais, dramaturgos, escritores, compositores-músicos que vejam o corpo como uma ferramenta importante para o desenvolvimento do seu trabalho, o corpo enquanto entidade que pode ser ampliada a distintas perspectivas e que assume uma importância na dramaturgia das suas obras.

- Têm que ter um mínimo de 2 obras criadas e interesse em questionar as suas próprias práticas artísticas.

- Não existe limite de idade.
documentadores
- Designer criativos, produtores criativos, escritores, dramaturgos, jornalistas, teóricos com um mínimo de 2 trabalhos publicados e que estejam num momento das suas carreiras que lhes interesse perspectivar a capacidade crítica e de transmissão de conhecimento da documentação.

- Não existe limite de idade.
candidatos
18 lugares para Criadores
2 lugares para Documentadores

Podem existir candidaturas de projetos coletivos se isso significa juntar criadores de distintas áreas ou de distintas disciplinas (arte & ativismo/política/ciência, etc).
data limite candidatura
1 de Março de 2020
condições de candidatura
1) Os candidatos devem ter disponibilidade para participar nas 3 semanas do laboratório e das atividades promovidas entre 30 de Maio e 21 de Junho de 2020: participação nos workshops e atividades paralelas (assistência de obras, conversas, apresentação de processos, sessões de feedback). 

2) O processo de seleção dos participantes será feito por um júri internacional e implica a apresentação de um projeto em processo ou de uma proposta de ação para a cidade (performance, conferência, aula, etc).
Valor de Inscrição
1) Valor de inscrição para os candidatos seleccionados - 250€ com uma refeição incluída durante todo o período do laboratório.

2) Os participantes poderão estender a sua estância em Coimbra por mais uma semana (até 26 de Junho), participando dos workshops e atividades do festival, sem custos.

3) A inscrição no Laboratório de Linha de Fuga implica na aceitação das condições expostas.
Bolsas
LINHA DE FUGA tem a possibilidade de oferecer algumas bolsas aos candidatos seleccionados, quando a situação seja bem justificada. No formulário de candidatura o candidato pode justificar o porquê da necessidade da bolsa.
como se candidatar
Os interessados devem preencher o formulário aqui.
júri
Catarina Saraiva
Curadora Linha de Fuga
Guillem Mont de Palol
Coreógrafo, Espanha
Karina Pinto
Criadora, curadora e
investigadora independente, Cuba

Artistas

Alain Michard
França
Alain Michard é coreógrafo e artista visual. É diretor da companhia LOUMA, com sede em Rennes. As suas criações alternam entre filmes, peças para o palco e peças para o espaço público. As suas últimas criações foram apresentadas no CDC – Atelier de Paris, em T2Gennevilliers, nas Cenas Nacionais de Brest, Cergy, Château-Gontier, no CCN de Nantes, em Charleroi-danse-Bruxelles, no SESC-Consolação em Sâo Paulo, no K.A.C. à Kyoto, nos Laboratoires d’Aubervilliers…
Colabora regularmente com escolas e universidades de dança e artes (Paris 8, Rennes 2, Universidade de Lille, ARBA Esa Bruxelas, PUC São Paulo, master ExerceMontpellier, UQAM Montreal, Mimar Istambul Sinan). Trabalhou nas Escolas de Arquitetura (Zokei-Kyoto, Todai-Tóquio, Versalhes, Roma Tre-Roma, Rennes) e na Escola de Paisagismo de Versalhes.
Criou as residências artísticas "A domicile" (Bretanha) e os encontros europeus "SYMPOSIUM-Rennes" para jovens criadores. Publicou vários trabalhos: «JTD-Ecole ouverte» (Biennale de Rennes/PHAKT), «Du flou dans la ville» (edições Eterotopia), «Journaux des Promenades blanches» (Lieux communs). Dirigiu vários filmes de ficção sobre o tema do encontro, incluindo "Clandestine" (longa-metragem) e "The boys". Neste momento, desenvolve um grande projeto de coleção de danças filmadas: "En danseuse", parte da qual é fetita com os coreógrafos portugueses Miguel Pereira, Vera Mantero e Teresa Silva.
+ info alain
Workshop de criação da performance Cidade Aberta/Città Aperta
Cidade Aberta é um projeto composto de dois tempos e duas partes.
Numa primeira etapa Alain dará um workshop para os artistas participantes de Linha de Fuga. Neste workshop, dedicado à relação sensorial e imaginária com a cidade, os materiais serão coletados, desenvolvidos e partilhados (mapas desenhados, sons, imagens, encontros, histórias, objetos ...) para a criação de uma peça para o espaço público, no qual os participantes serão simultaneamente espectadores, guias e atores.
Num segundo momento, apresenta-se a própria peça: um percurso num bairro de Coimbra escolhido pelos participantes e pela equipe de Linha de fuga. Cidade Aberta/Città Aperta será uma experiência artística e uma experiência de vida, ao mesmo tempo íntima e coletiva. Consistirá em várias sequências, que se seguirão ao longo do dia, terminando num momento de convívio de dança coletiva.
Alex Cassal & Má Criação
Brasil/Portugal
Alex Cassal (1967, Brasil) é encenador, dramaturgo e actor, a viver atualmente em Lisboa. Seus trabalhos exploram a relação com o outro e o desvendamento dos mecanismos cénicos na criação de espaços de encontro e desafio artístico. No Brasil, integra o grupo Foguetes Maravilha e em Portugal a estrutura Má-Criação.
Keli Freitas (1983, Brasil) é criadora, dramaturga e actriz. Graduada em Letras pela PUC – Rio de Janeiro e Mestranda em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa. “Osmarina Pernambuco não consegue esquecer”, sua criação mais recente, estreou-se no Teatro Nacional D. Maria II em Novembro de 2019.
Márcia Lança  (1982, Beja) é coreógrafa e performer. Criou Dentro do Coração, NOME, Por esse Mundo Fora, Evidências Suficientes para a Não Coerência do Mundo, entre outros. Trabalhou com João Fiadeiro, Cláudia Dias, Sónia Baptista, Alex Cassal, Carolina Campos, Miguel Castro Caldas, Olga Mesa, Nuno Lucas, Aniol Busquets, Thomas Forneau.
Renato Linhares (1983, Brasil) é diretor, coreógrafo, performer. Já trabalhou com criadores como Enrique Diaz, Mariana Lima, Cristina Moura, Jérome Bel, Fernando Renjifo, Julia Murat, Márcio Abreu, Cristian Duarte. Recentemente dirigiu os espectáculos Cérebro_Coração, Mão - Translação da Casa pela Paisagem e Mortos-Vivos: uma Ex-Conferência.
+ info alex+ info má criação
Workshop de criação do espetáculo Speed Date
Quatro criadores propõem aos participantes do Laboratório participar num processo criativo: a experiência performática Speed Date que será criada em conjunto com atores do Teatrão. Com um tempo de participação mais alargado que os restantes workshops, propõe-se pensar as práticas de criação a partir de uma dramaturgia e de um dispositivo cénico com uma ideia inicial: Nós não nos conhecemos. Ainda não sabemos o que temos em comum ou o que nos diferencia irreconciliavelmente. O que pode surgir deste encontro? Como prever o seu desenlace?
Speed Date propõe que cada participante imagine maneiras de atravessar o espaço que nos separa dos outros. Qualquer procedimento é válido: o que importa é dar-se a conhecer num intervalo de poucos instantes, estabelecer algum tipo de contacto com quem está diante de nós. Pensar em perguntas que podem iniciar uma conversa.  Perguntas como portas para lugares que ainda não conhecemos. Quais são as ferramentas possíveis para produzir intimidade?
Paloma Calle & Massimiliano Casu
espanha & itália
A vida de Paloma desenvolve-se num território móvel entre a investigação e a criação em artes performativas, ativismo, educação não formal e dona de casa. A sua prática artística, performativa e cénica propõe um pensamento desde o fazer e desde o corpo. Procura legitimar o conhecimento ou a aprendizagem longe de investigações mais tradicionais ou académicas. Utiliza a estranheza e o humor, assim como a autobiografia e as perguntas como ferramentas de trabalho.
+ info paloma

Massimiliano investiga e experimenta outras maneiras de produzir socialmente o espaço urbano através da criação coletiva, usando prioritariamente a música e o som como ferramentas fundamentais. Desenvolve projetos de criação e ação comunitária como artista, curador, investigador e professor para tentar mudar o mundo num passo de dança.

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Workshop de mediação da performance Fiesta Invisible
Paloma Calle e Massi Casu desenvolverão o projeto/performance Fiesta Invisible, um projeto performativo de natureza lúdico-festivo, que se desenrola na rua propondo um exercício direto do direito de aparecer por vozes geralmente mais invisíveis e excluídas do uso do espaço público, através da música e da dança. Baseia-se num dispositivo performativo inspirado no famoso Speakers’ Corner da capital britânica, mas também nas discotecas móveis que passam pelas festas de bairros e vilas.
Em Coimbra, trabalharão com a comunidade sénior, para que aprendam a pontuar os seus desejos. Os participantes do Laboratório serão convidados a participar como mediadores do processo criativo, como pontes entre criadores e intérpretes, seguindo um processo de criação participativa realizada com uma comunidade específica da cidade.

Fiestas Invisibles é o primeiro projeto nascido do encontro entre Paloma Calle e Massimiliano Casu, a partir do programa Una Ciudad, Muchos Mundos (Matadero Madrid, Intermediae, 2018).
Panaibra Gabriel Canda
Moçambique
Panaibra Gabriel Canda nasceu em Maputo, Moçambique. É um dos coreógrafos mais influentes em África que reflete os levantes pós-coloniais do país de maneira tão ambígua como nenhuma outra. Estudou teatro, dança e música em Moçambique e Portugal. Desde 1993, desenvolve os seus próprios projetos artísticos. O seu trabalho foi apresentado em todo o mundo e ganhou vários prémios. Em 1998, fundou a CulturArte - Cultura e Arte em Movimento, talvez o primeiro e único espaço de produção de dança contemporânea em Moçambique. A dedicação de Panaibra como diretor artístico e coreógrafo foca-se em apoiar e desenvolver a cena da dança local e regional, incluindo criações, performances e programas de formação. Também desenvolve colaborações com artistas do sul da África e da Europa, além de colaborar com artistas de outras disciplinas.
+ info panaibra
Workshop de composição/interpretação > A Identidade dos Corpos
O desafio lançado a Panaibra é trazer a sua identidade africana para o solo europeu. O que isso significa? Como pode um corpo africano colonizar um corpo europeu? Existe um corpo europeu e um africano? O que democraticamente é possível assumir na identidade de um corpo? Por meio de exercícios coreográficos e conceituais, Panaibra propõe que os participantes deixem as suas referências e encontrem referências de outros hemisférios e outras possibilidades de pensar o corpo no espaço e em relação à sua história.
Tânia Carvalho
Portugal
Dos domínios da coreografia, Tânia Carvalho transporta-se frequentes vezes para a composição musical. Tânia Carvalho propõe-se como uma artista cuja vontade de expressão não se esgota numa só linguagem. As suas criações vagueiam pelas sombras, pela vivificação da pintura, pelo expressionismo e pela memória do cinema.

+ info tânia

Luís Guerra (Lisboa, 1985) é formado em dança pelo Conservatório Nacional e coreografia pela Fundação Gulbenkian. Interpreta regularmente obras de diversos autores sendo frequente a sua participação em peças de Tânia Carvalho com quem trabalha desde 2005. Paralelamente dedica-se ao desenho.
Workshop de composição/interpretação > Os Limites Ilimitados da Intuição
Com uma linguagem coreográfica muito própria que veio desenvolvendo ao longo de quase duas décadas, Tânia Carvalho não esgota a sua vontade de expressão artística somente na dança. O seu mundo torna-se cada vez mais multidisciplinar; cultor de uma depurada lentidão, gerador de universos obscuros e, por tudo isso, fascinante. O desafio lançado a Tânia é a de assumir a intuição como facilitadora do surgimento do ser social, que pode fazer parte de um coletivo mas também é um ser individual. Tânia trará a sua técnica e os desafios associados ao significado de consciência corporal, propondo um encontro entre os seus desejos e os desejos do grupo de participantes, sem esquecer as distintas formas de expressão artística que utiliza, para além da dança.Será assistida neste workshop por Luís Guerra.
Vera Mantero
Portugal
Vera Mantero estudou dança clássica com Anna Mascolo e integrou o Ballet Gulbenkian entre 1984 e 1989. Tornou-se um dos nomes centrais da Nova Dança Portuguesa, tendo iniciado a sua carreira coreográfica em 1987 e mostrado o seu trabalho por toda a Europa, Argentina, Uruguai, Brasil, Chile, Canadá, Coreia do Sul, EUA e Singapura.Desde 2000 dedica-se também ao trabalho de voz, cantando repertório de vários autores e co-criando projectos de música experimental.
Em 1999, a Culturgest organizou uma retrospectiva do seu trabalho até à data, intitulada “Mês de Março, Mês de Vera”. Representou Portugal na 26ª Bienal de São Paulo 2004, com Comer o coração , criado em parceria com Rui Chafes. Em 2002 foi-lhe atribuído o Prémio Almada (IPAE/Ministério da Cultura) e em 2009 o Prémio Gulbenkian Arte pela sua carreira como criadora e intérprete.
+ info vera
Workshop de composição/interpretação > O Corpo Pensante
A relaxação, o uso da voz, a escrita, a respiração e a associação livre são alguns dos meios a serem usados neste workshop por forma a chegarmos aos movimentos, acções, estruturas e desejos de composição que se encontram neste momento em nós. Exploraremos alguns deles separadamente de forma a incorporá-los mais tarde em processos de improvisação mais longos ou complexos, ou mesmo em processos de composição. Serão também importantes os estados particulares de consciência, a atenção a sinais exteriores e interiores (awareness), o uso do espaço e a exploração de objectos e materiais. Ironia e mãos vazias levar-nos-ão mais longe ainda.
Jonathan Uliel Saldanha
Portugal
Construtor sonoro e cénico, actua na intersecção entre som, gesto, voz, palco e filme. operando elementos de pré-linguagem, dub, cristalização, percussão, allopoiesis, animismo e eco.
Entre 2016/18 apresentou as suas instalações e exposições em Brest, Paris, Porto, Lisboa, Coimbra; criou peças cénicas que foram apresentadas em festivais no Porto, Lisboa e Faro.
Fundador da plataforma de arte SOOPA. Co-fundador da editora discográfica SILORUMOR. Dirigiu várias peças musicais e para voz. Co-organizou o programa SONORES para a CEC Guimarães 2012.Dirige o ensemble HHY & The Macumbas e é co-fundador da banda Fujako. Tocou com diferentes formações ou a solo nos festivais Sónar, Primavera Sound, Amplifest, Milhões de Festa, Neopop, Elevate, Nyege Nyege. A sua música está editada na Ångström, Tzadik, Rotorelief, SiloRumor, iDEAL e Wordsound.
Tem o filme/ensaio MUNDO DE CRISTAL editado pelo Museu de Serralves.
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Master Class

Metodologia

1) O laboratório tem a duração de 3 semanas entre 30 de Maio a 21 de junho.

2) Em paralelo ao Laboratório, o festival Linha de Fuga apresenta espetáculos entre o período de 5 e 26 de Junho. Durante esta última semana, existem também workshops aos quais os participantes do laboratório poderão assistir gratuitamente, caso queiram estender o período da sua estadia em Coimbra.

3) O laboratório é composto por 5 workshops dirigidos por distintos artistas que assumem o papel de tutores/facilitadores/provocadores e que são convidados a partilhar com os participantes distintas maneiras de pensar e praticar dramaturgica e fisicamente distintos projectos. A intenção de cada workshop especificamente e do laboratório na sua generalidade é a de provocar a cada participante a possibilidade de descentralizar-se das suas referências para ser trespassado por práticas de criação que podem estar perto ou longe de como cada um pensa a sua própria criação mas, acima de tudo, desmembrar a possibilidade de assumir uma única linha de criação. Acrescentamos nesta edição a necessidade de olhar a arte como produtora de chamadas de atenção sociais, de forma de suplantar e arriscar a nossa capacidade de estar em sociedade e de permitir falar de assuntos que devem fazer parte da consciência da sociedade: a democracia e o que nós, enquanto cidadãos, fazemos para que ela persista a favor de todos, sem (in)diferença.

4) Ao longo do laboratório existem vários formatos de workshops: de intercâmbio de práticas ou de criação - realizados em simultâneo e pelos quais o grupo de 18 participantes se reparte, segundo as suas prioridades.

5) Os seminários ocupam uma parte do dia, na outra parte do dia os participantes terão à sua disposição espaços de trabalho para que possam desenvolver os seus projectos ou para desenvolver colaborações a ser partilhados entre todos os participantes.

6) Haverá alguns momentos em que se propõe aos participantes a apresentação dos seus processos, em formato performativo, em percursos por distintos espaços não convencionais espalhados pela cidade, permitindo experimentar aspectos específicos das suas criações diante de um público e dos seus pares, de forma a ter um feedback sobre as suas propostas.

7) Ao longo do seminário, alunos de doutoramento do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, acompanharão todo o laboratório, as apresentações de processos e as próprias obras programadas para promover um diálogo entre todos os participantes, os artistas convidados e os espectadores de todos os momentos públicos do laboratório e festival.

8) Este é um laboratório de criação que se assume como uma instância de formação baseada na troca de práticas entre artistas, de encontros e de experimentação. No período em que decorre, os participantes terão a possibilidade de interagir em momentos coletivos sobre os seus processos e ideias e dos seus pares.

perfil dos participantes

criadores
- Criadores de artes performativas, artistas visuais, dramaturgos, escritores, compositores-músicos que vejam o corpo como uma ferramenta importante para o desenvolvimento do seu trabalho, o corpo enquanto entidade que pode ser ampliada a distintas perspectivas e que assume uma importância na dramaturgia das suas obras.

- Têm que ter um mínimo de 2 obras criadas e interesse em questionar as suas próprias práticas artísticas.

- Não existe limite de idade.
documentadores
- Designer criativos, produtores criativos, escritores, dramaturgos, jornalistas, teóricos com um mínimo de 2 trabalhos publicados e que estejam num momento das suas carreiras que lhes interesse perspectivar a capacidade crítica e de transmissão de conhecimento da documentação.

- Não existe limite de idade.

candidatos

16 lugares para Criadores
2 lugares para Documentadores

Podem existir candidaturas de projetos coletivos se isso significa juntar criadores de distintas áreas ou de distintas disciplinas (arte & ativismo/política/ciência, etc).

data limite candidatura

8 de Março de 2020

condições de candidatura

1) Os candidatos devem ter disponibilidade para participar nas 3 semanas do laboratório e das atividades promovidas entre 30 de Maio e 21 de Junho de 2020: participação nos workshops e atividades paralelas (assistência de obras, conversas, apresentação de processos, sessões de feedback). 

2) O processo de seleção dos participantes será feito por um júri internacional e implica a apresentação de um projeto em processo ou de uma proposta de ação para a cidade (performance, conferência, aula, etc).

Valor de Inscrição

1) Valor de inscrição para os candidatos seleccionados - 250€ com uma refeição incluída durante todo o período do laboratório.

2) Os participantes poderão estender a sua estância em Coimbra por mais uma semana (até 26 de Junho), participando dos workshops e atividades do festival, sem custos.

3) A inscrição no Laboratório de Linha de Fuga implica na aceitação das condições expostas.

Bolsas

LINHA DE FUGA tem a possibilidade de oferecer algumas bolsas aos candidatos seleccionados, quando a situação seja bem justificada. No formulário de candidatura o candidato pode justificar o porquê da necessidade da bolsa.

como se candidatar

Os interessados devem preencher o formulário aqui.

júri

Catarina Saraiva
Curadora Linha de Fuga
Guillem Mont de Palol
Coreógrafo, Espanha
Karina Pinto
Criadora, curadora e
investigadora independente, Cuba
o que é a
democracia?
Alessandra Rodríguez
Performance
cuba
Massimiliano Casu
Música
Espanha
gil mac
Designer, Performer e Diretor
portugal
diana de sousa
Teatro e Performance
portugal
Luis Fernandes
Música e Video Arte
portugal
Romain Beltrão Teule
Performance
França
ana de oliveira e silva
Performance/Dança
portugal
Catarina Vieira
Criadora e Performer
portugal
joana petiz
Criadora, Teatro/Performance
portugal
jean-lorin sterian
Investigador, Escritor e Performer
Roménia
Tânia Carvalho
Dança
portugal
Eriko Jane Takeno
Artist, Investigadora e Poeta
japão
Juanqui Arévalo
Dramaturgo e Coreógrafo
Bolívia
Laura Wiesner
Artista Indisciplinada
Colômbia
Ynaiê Dawson
Artista
brasil
Keli Freitas
Teatro
brasil/Portugal
Michela Depetris
Dança, Vídeo e Performance
Itália
Mariana Ferreira
Atriz, Encenadora, Criadora e Dramaturga
Portugal
ssel
Performer
Portugal
Kátia Manjate
Dança, Bailarina/Coreógrafa
Moçambique
Carlos Queiróz
Fotografia, Video e Poesia
brasil
Xavier Manubens
Performance
espanha
Alain Michard
Dança e Artes Plásticas
frança
Paloma Calle
Performance e Teatro
Espanha
Vera Mantero
Dança
Portugal
Alex Cassal
Teatro
brasil/portugal
Entre as apresentações, não foi possível obter testemunhos de Márcia Lança (PT), Renato Linhares (BR), Panaibra Grabriel Canda (MZ) e Jonathan Uliel Saldanha (PT).

Iniciativa

Projecto Financiado

Coprodutores

Parceiros

Apoios

Apoios Logísticos

TEUC, CITAC, GEFAC, APBB, Boteko,
Universidade, Be Coimbra, Turismo Centro