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28 NOV Conferência: Práticas artísticas eco-conscientes no Antropoceno

Isabel Ferreira, diretora artistica do Festival DNA, está em Coimbra a acompanhar o Linha de Fuga, no qual fez parte do júri que selecionou os participantes do laboratório. Extra-programação, no dia 28 de novembro, quarta-feira, pelas 18 horas, vai dar uma conferência intitulada Práticas artísticas eco-conscientes no Antropoceno, no Círculo Sereia. A entrada é livre.

O século XX era um mundo em que o progresso ainda significava garantir acesso universal ao consumo ilimitado. O século XXI, por sua vez, é um mundo ameaçado por uma crise ecológica global sem precedentes que faz parte de uma nova era geológica que foi denominada de Antropoceno. No que diz respeito à sua dimensão cultural, o Antropoceno é também um evento estético que se manifesta na cultura visual contemporânea através de novas referências, novos formatos, mídia e temas. Neste contexto, Vêem-se consolidando práticas artísticas que adotam novas estratégias, a partir de uma vontade pedagógica crítica que vai para além da experiência estética e entra no campo da ação social eco-consciente.

Isabel Ferreira
Formada em História da Arte, é gestora cultural, sendo actualmente a directora artística do DNA – Festival de Dança Contemporânea de Navarra (www.festivaldna.com) um festival que, para além de dar visibilidade à criação contemporânea de Navarra, tem uma linha programática com foco nas interferências entre arte e ecologia. O foco do seu trabalho nos últimos anos tem sido a criação de espaços de encontro e reflexão sobre o corpo como território do político, interferências entre arte e ativismo e projetos de colaboração artística.

Dança no Linha de Fuga

Aproximamo-nos do final da primeira edição do Linha de Fuga onde destacamos os espetáculos de Federica Folco (UY) e Thomas Hauert (CH/BE)  nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, no Teatro da Cerca de São Bernardo e na Antiga Igreja do Convento São Francisco, respetivamente.

 

dança
FUÁ / LA LENGUA DE NUESTRAS POSIBILIDADES
Teatro da Cerca de São Bernardo
30 de novembro, sexta-feira, 21h30
50′ | M/6 | Entrada livre

dança
(sweet) (bitter)
Antiga Igreja do Convento São Francisco
1 de dezembro, sábado, 21h30
40′ | M/6 | 5€ – comprar bilhetes

© Filip Vanzieleghem

 

Este sábado no Linha de Fuga

Mistermissmissmister © O. Fryszowski

performance
MISTERMISSMISSMISTER
CÍRCULO DE ARTES PLÁSTICAS DE COIMBRA (CAPC) — Círculo Sede
24 de novembro, sábado, 21h30
120′ | M/18 | 5€

Mistermissmissmister é um projecto performático sobre o imaginário erótico, parte das assimetrias que regulam as identidades sociais e definições de masculino / feminino.
Baseia-se no desejo de provocar em cada espectador uma emoção forte perante a confrontação e comunicação directa através de personagens com uma exposição extrema e uma ambiguidade sexual óbvia. Os três performers estão totalmente nus e as suas cabeças transformadas (através de caracterização) de modo a terem sexos diferentes dos seus corpos. Mais informação aqui.

 

No mesmo dia, durante a tarde, e com acesso livre.

24 de novembro, sábado, das 15h00 às 18h30
LAB IN FEST
Continuam as apresentações ao público dos processos de trabalho dos artistas do laboratório. É a segunda oportunidade para espreitar as experiências que se estão a desenvolver e as suas propostas.
O ponto de encontro para as apresentações do LAB IN FEST é o Antigo Grémio Operário (junto à Sé Velha, Rua da Ilha, n.º12), e o alinhamento é:

15h00 – CAMILLA MORELLO (IT/PT) – Urna (60’)
Uma reflexão em torno à sobrevalorização da consciência humana.


16h10 – ANTÓNIO AZENHA (PT) – Sector M64 (25’)
Proposta de ação que tem por base as migrações entre países e continentes. Nenhum ser humano é ilegal.

16h50 – KARINA PINO (CU) – A carne excluída. Ensaio cénico II (30’)
Seria necessário que pudesse olhar para mim de novo, escrever-me de novo…

17h30 – JOÃO TELMO (PT) – Tricotomia da Vaidade (30′)
A vaidade como uma moderna tecnologia do eu.

 

CONTINUA
A instalação “Terceiro Andar” de Luciana Fina no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.
De segunda a sexta-feira, das 14h00 às 18h00. Entrada livre.

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17 NOV O primeiro Lab in Fest

Lab in FestCinco dos 20 artistas profissionais com trabalhos em áreas muito diversas, oriundos de vários pontos do mundo que participam no laboratório que decorre em paralelo com o festival, apresentam hoje os seus processos de trabalho ao público. É a primeira oportunidade de conhecer as experiências que se estão a desenvolver e as suas propostas. Este momento vai acontecer sempre, no final de cada semana, ocom os participantes do laboratório a serem desafiados a apresentar publicamente os seus processos e desse modo experimentar aspetos dos seus projetos perante os seus pares e público, de forma a ter feedback sobre as suas propostas.

A primeira apresentação pública, em formato performativo/instalativo, acontece no dia 17 de novembro, sábado, a partir das 15 horas, nas instalações do antigo Grémio Operário, na Rua da Ilha, nº 12, junto à Sé Velha. A entrada é livre.


VALENTINA PARRAVICINI (IT/PT)
Altrove (60’)
Um estudo para corpos dispersos
16h15

ALEXANDRE VALINHO GIGAS (PT)
A cidade fracturada (15’)
Um sino divide o assombro de viver com o outro

16h50
TIAGO CRAVIDÃO (PT)
As Sete Mil Portas (75’)
Talvez o primeiro documentário realizado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Um filme sobre um objeto total. Conjunto de técnicas e de gestos que tal qual as narrativas de Xerazade, ou o xadrez de Antonius Block, procura, num infindável abrir e fechar de portas, despistar, por alguns momentos, a seta do tempo.

18h00
MARI BLEY + WELLIGNTON GADELHA (BR)

______BR_in____CHEQ__ (25’)
série de filmes realizada pela artista Mari Bley refletindo e reverberando sobre o atual contexto político brasileiro.

V.N.I (Vidas Negras Importam) (3’33)
Versão Vídeo sobre este trabalho que consiste num pensamento sobre as chacinas e extermínio da população negra e alguns elementos da cultura periférica.
O corpo aqui é arma!

Os trabalhos da Mariana Bley e do Wellington Gadelha podem ser vistos entre as 15h00 e as 19h00. Na hora indicada na programação, Mari Bley explicará o trabalho em processo.

O final da semana no Linha de Fuga

No final desta semana, 16 e 17 de novembro, o Linha de Fuga propõe

16 de novembro, sexta-feira, às 21h30
no Centro de Artes Visuais
SERGI FÄUSTINO > FÄUSTINO VI. 803 C.C.
60′ | M/16 | 5€ – comprar bilhetes
Depois de duas semanas em residência em Coimbra para adaptar a sua investigação sobre corpo e memória ao contexto, Fäustino apresenta a nova versão de Fäustino, já na versão VI. Mais informação aqui.

No dia seguinte, temos propostas para a tarde e a noite, sempre com acesso livre. À noite voltamos a ter o Sergi.
17 de novembro, às 22h no Liquidâmbar
SERGI FÄUSTINO > C60 GRANDES ÉXITOS
Através da música e de discos que nos vai dando a ouvir, Sergi acaba por falar de si e da sua vida. Uma sessão onde entendemos como a música é uma parte de nós. Mais info aqui.

17 de novembro, sábado, 15h00 às 18h30
LAB IN FEST
Pela primeira vez, alguns dos artistas do laboratório apresentam os seus processos de trabalho ao público. Primeira oportunidade para espreitar as experiências que se estão a desenvolver e as suas propostas. O ponto de encontro é o Antigo Grémio Operário (junto à Sé Velha, Rua da Ilha, 18), e o alinhamento é:


15h00
VALENTINA PARRICINI (IT/PT)
Altrove (60’)
Um estudo para corpos dispersos

16h15
ALEXANDRE VALINHO GIGAS (PT)
A cidade fracturada (15’)
Um sino divide o assombro de viver com o outro

16h50
TIAGO CRAVIDÃO (PT)
As Sete Mil Portas (75’)
Talvez o primeiro documentário realizado no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Um filme sobre um objeto total. Conjunto de técnicas e de gestos que tal qual as narrativas de Xerazade, ou o xadrez de Antonius Block, procura, num infindável abrir e fechar de portas, despistar, por alguns momentos, a seta do tempo.

18h00
MARIA BLEY + WELLIGNTON GADELHA (BR)

______BR_in____CHEQ__ (25’)
série de filmes realizada pela artista Mari Bley refletindo e reverberando sobre o atual contexto político brasileiro.

V.N.I (Vidas Negras Importam) (3’33)
Versão Vídeo sobre este trabalho que consiste num pensamento sobre as chacinas e extermínio da população negra e alguns elementos da cultura periférica.
O corpo aqui é arma!

Os trabalhos da Mariana Bley e do Wellington Gadelha podem ser vistos entre as 15h00 e as 19h00. Na hora indicada na programação, Mari Bley explicará o trabalho em processo.

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