Karina Pino

teatro
[Cuba / Havana]

Criadora, curadora e editora cubana. Estudou Teatro na Universidade de Artes, Havana, em 2010. Tem interesse em pesquisas sobre questões sociais, como suicídio de adolescentes e crianças, amor e empoderamento de corpos femininos. Entre 2013 e 2017, fez assessoria artística e encenou teatro. A sua última peça é “O corpo de Nora”. Neste momento trabalha num processo interdisciplinar onde utiliza corpos humanos como matéria de instalações e como pontes de arquivos e memória. Aprecia a angústia e a incerteza dos processos criativos.

 

[Projeto proposto: Fluídos]

Aqui o corpo é um espaço de questionamento: o que significa ser mulher? É sobre culpa ou colonialismo? É sobre sacrifício religioso? De que forma o corpo feminino fala sobre as nossas ficções e estilos de vida artificiais? Até que ponto o poder mecânico e industrializado controla os nossos corpos e a forma como ele é manipulado, definido, enquadrado?
O que significa ser uma mulher real? Fluídos propõe a discussão sobre o corpo feminino e suas imagens, milhares de imagens artificiais que são produzidas sobre ele mundialmente, a cada minuto. Estas imagens constroem um novo conceito de humanidade e “feminilidade”. Moda, produtos de limpeza, fotografia, mídia, peças de novos corpos contemporâneos.
Esta criação pretende gerar uma janela das nossas próprias representações e auto-ficções. Mas é também uma canção sobre a nossa carne, a nossa matéria primitiva e obscura que é o campo de restauração e fragilidade para a criação de novas possibilidades de memórias, para escrever um novo arquivo de e para nós.

 

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