Thomas Hauert [CH/BE]

dança
(sweet) (bitter)
Antiga Igreja do Convento São Francisco
1 de dezembro, sábado, 21h30
40′ | M/6 | 5€

© Filip Vanzieleghem

 

Thomas Hauert é um bailarino e coreógrafo cuja pesquisa sofisticada, baseada na improvisação sobre o movimento, tem um forte relacionamento com a música, seja música real ou a musicalidade do próprio movimento. Neste solo, Thomas confronta a interpretação musical com a interpretação coreográfica. Ele usa uma única peça de música existente, Si dolce èl tormento de Claudio Monteverdi, mas em várias interpretações, que ele vai ligar relação com 12 Madrigali de Salvatore Sciarrino. Abrem-se inúmeras possibilidades através deste confronto. Por exemplo, de que forma as interpretações musicais e os instrumentos usados influenciam o movimento? De que forma as diferentes interpretações musicais podem influenciar a mesma proposta coreográfica? Que musicalidade pode ser lida num movimento baseado em música quando essa música não pode ser ouvida. Hauert interpreta este poema musical de amor impossível como a expressão de um conflito entre a felicidade de perseguir um ideal e o tormento de saber que esse ideal permanecerá inalcançável, uma tensão que é um motor universal da vida, mas que tem tantas formas quanto muitas interpretações, uma vez que existem visões individuais desse “país perfeito”.

 

conceito, coreografia e interpretação Thomas Hauert
desenho de luzes Bert Van Dijck
figurinos Chevalier – Masson
música Claudio Monteverdi, Si dolce èl tormento
produção ZOO /Thomas Hauert
coprodução Charleroi Danses
apoio Federación Valonia – Bruselas – Servicio de la danse / Pro Helvetia -Swiss Arts Council / Vlaamse Gemeenschapscommissie / Ein Kulturengagement des Lotterie-Fonds del Cantón de Solothurn / Valonia – Bruselas Internacional

 

Depois de uma carreira como bailarino de coreógrafos como Anne Teresa De Keersmaeker, David Zambrano e Pierre Droulers, o suíço THOMAS HAUERT fundou a companhia ZOO em Bruxelas. Desde 1998, criou aí mais de 20 obras. Além do seu trabalho com a companhia, Thomas foi convidado para criar Há Mais (2002) com bailarinos moçambicanos, bem como várias peças para a escola P.A.R.T.S, em Bruxelas. Em 2010, criou um novo trabalho para o Ballet de Zurique, Il Giornale della necropoli, em 2013 Pond Skaters para o Toronto Dance Theatre, em 2014 Notturnino para a companhia britânica Candoco Dance Company e prepara uma nova peça para 24 bailarinos que será estreada em novembro de 2018 para o CCN Ballet de Lorraine em Nancy.
Regularmente convidado para participar em eventos de improvisação, tem um profundo interesse na relação entre dança e música. Thomas ensina regularmente em P.A.R.T.S. e foi professor convidado na Valeska-Gert na Freie Universität Berlin em 2012-13. Foi convidado a colaborar no projeto “Motion Bank” da The Forsythe Company (em desenvolvimento). Desde 2013, Thomas Hauert é o diretor artístico do bacharelato em dança contemporânea, na academia de teatro La Manufacture, em Lausanne.
www.zoo-thomashauert.be

 

No âmbito do Linha de Fuga, Thomas Hauert orienta
um workshop dirigido a bailarinos profissionais.

> INSCRIÇÕES ATÉ 22 de Novembro AQUI <

Convento de São Francisco
27 a 30 nov, 10h às 13h30

 

A presença de Thomas Hauert no LINHA DE FUGA conta com o apoio de WBI – Wallonie-Bruselles International.

 

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